O leilão n.º 145 da Numisma S.A. realiza-se na próxima quinta-feira, dia 4 de dezembro, a partir das 14h00, com um total de 542 lotes em disputa. Este leilão, de grande de alta qualidade, apresenta um importante conjunto pertencente à Coleção Privada “Bagheera”, que inclui raridades de Portugal e do Brasil.
A participação poderá ser efetuada online, através das plataformas Bidspirit e Bidinside, bem como nas novas plataformas Numisma Leilões e Drouot.
O catálogo encontra-se organizado em quatro grupos: Moedas Hispano-Romanas (lote 1), Moedas Suevas (lote 2), Moedas Visigodas (lotes 3 a 5) e Moedas de Portugal (lotes 6 a 542). Os dois primeiros grupos com apenas um exemplar cada, são, todavia, de muito interesse e raridade: um Temisse de Ketovion, com valor base de 150 €, e um Triente suevo, com valor base de 7 000 €. O terceiro grupo, dedicado à numária visigoda, reúne três exemplares de elevado valor, destacando-se o Tremisse de Nandolas, da Diocese de Portocale, apenas o terceiro exemplar conhecido.
O quarto e último grupo, correspondente à moeda portuguesa, divide-se em Moeda de Portugal (lotes 7 a 406) e Moeda das Colónias (lotes 407 a 542). Na primeira secção encontram-se peças excecionais, incluindo moedas da primeira dinastia, como o Dinheiro de D. Afonso Henriques (lote 6), com valor base de 2 000 €, o Morabitino de Sancho I (lote 7), em excelente estado e com valor base de 16 000 €, a raríssima Dobra Pé Terra de Fernando I (lote 17), com um valor base de 65 000 €, e a Barbuda, atribuída a Cória mas, por certo, cunhada na Corunha (lote 27), ilustrada no catálogo de Alberto Gomes e com valor base de 4 000 €.
Da segunda dinastia destacam-se o Cruzado de Afonso V (lote 46), com valor base de 9 000 €, o Meio Justo de João II (lote 56), avaliado em 11 000 €, o raríssimo Português de Manuel I, com valor base de 40 000 €, o Engenhoso de Sebastião I (lote 117), com valor base de 25 000 €, e os 500 Reais de Henrique I (lote 126), igualmente avaliados em 25 000 €.
Apresentam-se também moedas da terceira dinastia (lotes 130 a 138) e da quarta dinastia (lotes 139 a 379), com esta última a incluir exemplares como os 4 Cruzados de João IV (lote 139), com valor base de 30 000 €, a Moeda de 1669 de Pedro Príncipe Regente (lote 151), também com valor base de 30 000 €, e os raros 4 Cruzados com carimbos de Pedro II (lote 190), em estado Belo e com valor base de 35 000 €, além do expressivo conjunto de ouro de D. João V, incluindo Dobras, Peças, Moedas, Meias Peças, Meias Moedas, Quartinhos, Meio Escudo e Cruzados Novos. Integra igualmente esta secção a famosa “Degolada” de Maria II, com valor base de 5 000 €, bem como um conjunto significativo de moeda de ouro de Luís I (lotes 328 a 360).
De assinalar ainda a presença de exemplares raros D. João Regedor e Defensor do Reino (lote 33), de D. António (lotes 128 e 129), da República (lotes 380 a 397), dos Açores (lotes 398 a 405) e da Madeira (lote 406).
A segunda parte deste leilão, dedicada à numária das colónias, inclui moedas de Angola (lotes 407 a 420), onde se destaca o 1/4 de Macuta de Miguel I (lote 415), com valor base de 3 000 €; moedas do Brasil (lotes 421 a 461), onde sobressai o numisma de 4 000 Réis de João VI (lote 458), avaliado em 8 000 €; moedas de Cabo Verde (lotes 462 a 466); da Guiné (lotes 467 a 470); da Índia Portuguesa (lotes 471 a 505), onde se deve assinalar o São Tomé de 5 Xerafins de João V (lote 475), com valor base de 2 500 €; de Macau (lotes 506 a 512); de Moçambique (lotes 513 a 518), incluindo o 1 e 1/4 Matical de Maria II (lote 516), avaliado em 7 000 €; bem como moedas de São Tomé e Príncipe (lotes 519 a 534) e de Timor (lotes 535 a 542), onde se destaca o lote 535, composto pelos 8 Reales do México com carimbo “Cruz” de Carlos I, com valor base de 1 250 €.
O catálogo completo deste leilão, com excelente ilustração fotográfica, pode ser consultado e baixado, em formato pdf, no website da Numisma S.A. e nas plataformas especializadas sixbid.com, bidinside.com, bidspirit.com, numisbids.com e drouot.com, estando igualmente disponível a edição impressa na sede da SPN.
Paulo Carmo
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