NUMISMA LEILÕES n.º 118, dia 26 de junho de 2019

Sexta-feira, 21 de Junho de 2019
NUMISMA LEILÕES n.º 118, dia 26 de junho de 2019

É já no próximo dia 26 de junho, a partir das 14:30 Horas, que a Numisma Leilões vai realizar em Lisboa, no Jupiter Lisboa Hotel, o leilão 118, que constitui a terceira parte da importante Coleção Fado, pertencente a um antigo Associado da SPN, já falecido. Serão levados à praça 717 lotes de moedas romanas, hispânicas, visigodas e, naturalmente, de Portugal e do estrangeiro, bem como medalhas e bibliografia numismática onde, como é timbre nestas iniciativas da empresa dos irmãos Sáez Salgado nos deparamos com espécimes numismáticos de altíssima raridade e relevante interesse histórico e patrimonial. Uma chamada de atenção também para a elevada qualidade do estado de conservação da generalidade dos exemplares, como se poderá verificar através do manuseamento do atraente catálogo, onde se encontram ilustrados todos os lotes.

O leilão inicia-se com um diversificado conjunto de lotes de moeda romana (1-38), hispânica (39-50) e visigoda (51-54), onde temos forçosamente de mencionar o magnífico exemplar cunhado em SIRPENS (50) que aguçará o “apetite” dos colecionadores mais exigentes e, por certo, de algumas instituições nacionais e estrangeiras.

O núcleo central desta venda pública é a numária do “Mundo Português” (55-558) que abre com um bom e diversificado conjunto de dinheiros dos primeiros reis, de Sancho I a Pedro I (55-86), seguido por um valioso núcleo de moedas fernandinas (87-104), onde sobressaem o Meio Real, FR (88), o Tornês de Busto, LIS-BOA (89) e as Meias Barbudas do Porto (100) e Milmanda (101).

Da Dinastia de Avis, os numismas que mais nos impressionaram foram: o belo Real de 10 Soldos, do Porto (106) e o raro Meio Real Atípico, P/P-O (118), ambos de João I; o Leal de Afonso V (135), que é uma das mais raras e cobiçadas peças deste leilão, bem acompanhada por um também raro Real Grosso, de Toro (136); merecem ainda o nosso destaque, o valioso Meio Justo, de João II (151), o afamado Ceitil manuelino com legenda arábica (183), que muito raramente aparece em leilões, e o também raro Tostão de António Prior do Crato (294); entre o numerário da Dinastia Filipina, não podem ser ignorados o Tostão (297) e o Meio Tostão (299), cunhados em Lisboa por Filipe I, os dois de especial raridade; na 4ª Dinastia, são dignos de relevo um Tostão, raríssimo, de Afonso VI (328), que integrou a antiga Coleção Alexandre Barbas, leiloada na SPN, a rara e valiosa Dobra, de 1728, de João V (358), e a belíssima Peça, de 1802 (Jarra), de João Príncipe Regente (372).

Entre o numerário português de Angola o nosso destaque vai para as 12 Macutas (393) e a Macuta (398), de 1762, de José I, para a Macuta, de 1783, de Maria I e Pedro III (406) e para a também rara Macuta, de 1816, com a contramarca “Escudete Coroado”, de Pedro V (413).

A Índia Portuguesa está presente nesta venda por extenso e valioso conjunto de lotes (414-505), onde avultam numismas de muito interesse e raridade como: as Rodas de 1 Bazaruco, G-A, de Filipe II (426-27), não referenciadas no catálogo de Alberto Gomes; as 2 Tangas, de 1633, A-M/D-M (429), cunhada em Goa para Malaca, durante Filipe III, os São Tomé de 5 e 10 Xerafins, de Goa e Dio, do tempo de João V (446-47 e 467); de José I, o nosso realce vai para as moedas áureas de Goa (471-75) e para o raríssimo São Tomé de 5 Xerafins, de Damão, com data de 1755 (487); João VI está muito bem representado com o São Tomé de 12 Xerafins, de 1819, de Goa (495) e o curiosa e raro Pardau, de 1818, de Goa (496); por último, nas emissões luso-indianas, uma menção especial para conjunto de invulgares ensaios de Maria II (502-03) e Luís I (504-05).

Das outras antigas colónias portuguesas presentes neste leilão, devemos referir, para Moçambique, o exemplar de 30 Réis, M-E, de João V (506) e o pouco vulgar Canelo 1843, não contramarcado, de Maria II (517). O conjunto ultramarino encerra com um grupo de fichas de Moçambique e São Tomé (554-58).

A venda prossegue com moedas estrangeiras em vários metais (559-67), emissões especiais da INCM (568-78), ações (579-87), dois importantes pratos de esmolas, de possível fabrico em Nuremberga (588-89) e um bom número de medalhas portuguesas (590-602). Será que a presença continuada de medalhas em diversos leilões importantes, auguram o ressurgimento do gosto pelo colecionismo destes artefactos? Espera-se bem que sim!

Finalmente, uma palavra para o bom conjunto de publicações de numismática (663-716), muitos com atrativas encadernações e onde pontificam algumas preciosidades, e para os dois interessantes moedeiros que pertenceram ao antigo Banco Pinto & Sotto Maior, do Porto (717).

As nossas felicitações e os votos do maior sucesso à Numisma Leilões por mais este 118º Leilão, a bem da Numismática Nacional.

Rui M.S. Centeno


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