NUMISMA LEILÕES n.º 114, dia 5 de julho de 2018

Sexta-feira, 29 de Junho de 2018
NUMISMA LEILÕES n.º 114, dia 5 de julho de 2018

No próximo dia 5 de julho, a partir das 10:30 Horas, a conceituada empresa Numisma Leilões  vai organizar em Lisboa (no Jupiter Lisboa Hotel, sito na Avenida da República, 46) o seu 114º leilão, em que serão  levados à praça 840 lotes de moedas do Mundo Clássico, de Portugal e Colónias, de diversos paises estrangeiros e papel moeda, um extenso núcleo de medalhas, bem como bibliografia especializada . Assinale-se também que, como o próprio título do leilão o refere —"Moedas de ouro de Pªortugal e Estrangeiras"—, a maioria dos lotes são de moeda de ouro, algumas de elevada raridade.

Um interessante núcleo de moedas da Antiguidade, em especial do Império Romano, assim como do Império Bizantino e muçulmanas (n.º 1-150), onde sobressaem: um raro áureo de Tito César (n.º 25), cunhado em Roma no ano 73 (RIC 168a ou 551, da 2ª ed.); um solidus de Valentiniano II (n.º 90), com uma legenda no reverso não registada na bibliografia de referência, o que evidencia a raridade desta peça; os numismas hispânicos das sempre apreciadas casas da moeda de Ebora (n.º 131) e Pax Iulia (n.º 138); e o triente da série "Latina Mvnita" (n.º 141), atribuído ao Reino Suevo na Penísula Ibérica, exemplar da mais elevada raridade.

A numária de Portugal e antigas colónias (n.º 151-302), predominantemente em ouro da segunda à quarta dinastias, tem diversos lotes que merecem a atenção dos colecionadores mais exigentes, começando pelos 4 cruzados LIIII-B, de Filipe II (n.º 160), peça de difícil assesso no mercado da especialidade; entre a numária joanina, destacam-se 3 belos exemplares, os dobrões de 1725M e 1727M (n.º 166--7) e a dobra de 1729R (n.º 171); por último, assinale-se o raríssimo dobrão de 1725M com carimbo do reinado de Maria II (n.º 249). Entre os moedas coloniais portuguesas, a nossa preferência vai para dois exemplares indo-portugueses: 5 xerafins de 1719, de Dio (n.º 297), e 4 xerafins de 1768 (n.º 299), ambos muito raros e com elevada cotação internacional.

Essencialmente de ouro, a moeda estrangeira presente neste leilão (n.º 303-524) tem uma boa representação de numerário dos mais diversos países do Mundo, desde o século XVI até à atualidade, onde sobressaiem exemplares de diversos membros da Commomwealth, de Espanha e dos Estados Unidos da América. Uma referência particular para os 1000 dólares da Austrália, de 1993, com 311,07 g. de ouro (n.º 313) e para os 8 escudos de Filipe V de Espanha, cunhados na cidade do México, em 1734 (n.º 373).

Um impressionante acervo de medalhas militares, comemorativas, religiosas e outras, nacionais —bem como algumas estrangeiras— (n.º 526-772), de grande qualidade, testemunham alguns dos mais significativos acontecimentos e personagens da História de Portugal, desde o século XVII. Os amantes da medalhística encontrarão neste núcleo diversas preciosidades como as medalhas dedicadas: ao matrimónio de D. Catarina de Bragança com Carlos II de Inglaterra (n.º 623), ao Marquês de Pombal, em 1772 (n.º 625), a D. Maria I pela Academia Real das Ciências, em 1782 (n.º 631), aos casamentos de D. João VI com D. Carlota Joaquina, 1785 (n.º 632), e de D. Pedro IV com D. Leopoldina, de 1817 (n.º 634); finalmente, uma palavra para obelo medalhão da coroação de José I da Hungria, datado de 1687 (n.º 769).

O leilão encerra com um diversificado conjunto de notas das antigas colónias portuguesas (n.º 773-99) e um valioso núcleo de bibliografia especializada, de difícil obtenção, onde pontificam alguns dos títulos mais significativos da Numismática Nacional, como: "Morabitinos portugueses" (n.º 804), "Cartilha da numismática portuguesa" (n.º 806), "Numária d'El Rei Dom António" (n.º 807), da autoria de Pedro Batalha Reis; o raro livro de Lopes Fernandes, "Memória da medalhas e condecorações portuguezas [...]" (n.º 824); a preciosa 1ª edição de "Notícias de Portugal", de Severim de Faria, datada de 1655 (n.º 829), o valioso livro de Augusto de Souza Lobo, "Catálogo da colecção numismática brasileira" (n.º 831) e, enfim, a edição original, muito rara, da monumental obra de Antonio Vives y Escudero, "La moneda hispánica", muito rara ainda hoje imprescindível aos estudiosos e colecionadores da numária da Hispânia Antiga (n.º 834).

Uma palavra sobre o catálogo deste leilão 114 que se apresenta com um formato e um aspeto gráfico distinto das edições anteriores. Ainda que a qualidade e rigor na descrição dos lotes mantenha os elevados padrões a que a Numisma nos habituou, o arranjo gráfico com o desaparecimento de títulos separadores dos diferentes núcleos e de fotos ampliadas dos lotes de maior destaque, tornam  menos prática e apelativa a consulta  do catálogo. A opção pelo abandono das fotos ampliadas explicar-se-á da possibilidade de se aceder a tal informação  nas plataformas "online" a que esta empresa está associada.

Pelo que ficou dito, verifica-se que são muitos os motivos de interesse para todos os aficionados participarem neste leilão, cumprindo-nos felicitar a Numisma Leilões por mais este importante evento numismático.

RC


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NUMISMA LEILÕES n.º 114, dia 5 de julho de 2018
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