NUMISMA LEILÕES n.º 112, no próximo dia 13 de dezembro de 2017

Quarta-feira, 29 de Novembro de 2017
NUMISMA LEILÕES n.º 112, no próximo dia 13 de dezembro de 2017

Especializada no comércio numismático, a NUMISMA LEILÕES, S. A., vai realizar o tradicional  leilão do final de ano  em Lisboa, no VIP Grand de Lisboa Hotel & SPA, a 13 de dezembro, em duas sessões com início às 11H00 e as 15H30. Sob a batuta dos irmãos Javier e Jaime Salgado, estes leilões de encerramento do ano revelam-nos sempre algumas peças de excecional qualidade e raridade. Ora, como seria de esperar, este 112º Leilão preenche cabalmente estes requisitos a que a NUMISMA nos habituou em realizações passadas, como veremos ao longo desta notícia.

Ao longo do primoroso catálogo, de cuidada apresentação gráfica, podemo-nos inteirar do conteúdo de cada um dos 425 lotes que constituem esta venda pública e que abrangem os Mundos Clássico e Muçulmano (n.º 1-48), Portugal e antigas Colónias (n.º 49-341), moeda estrangeira (n.º 342-400) e fichas e medalhas (n.º 401-25), sendo de destacar que mais de 45% dos lotes a leiloar são de moedas ou medalhas de ouro. São muitos os motivos de interesse desta venda pública, cabendo-nos aqui referir que não se confinam às peças raras e valiosas mas também a muitos lotes com peças selecionadas (isto é, de qualidade) e a preços acessíveis.

Como seria fastidioso enumerar aqui todos os lotes de inegável destaque, optámos por referenciar as peças da nossa preferência, pela sua qualidade, raridade e interesse histórico. Comecemos pelo lote 17, um raríssimo aureus de Vitellius, cunhado na Hispânia (talvez em Tarraco), entre janeiro e junho de 69 (RIC 35); a inexistência de um exemplar com um anverso igual (com palma e globo; aepnas regista um exemplar com globo, BMCRE 91) atesta bem da raridade desta moeda, infelizmente, em estado de conservação modesto. Entre a numária visigoda, destaca-se o importante triente de Sisebutus, batido em Egitania (n.º 37), cuja raridade e importância na história das moedas cunhadas no território atualmente português, não escapará à atenção de colecionadores e instiuições públicas e privadas com numofilácios. O triente de Elvora de Suinthila (n.º38), cuja casa da moeda tem sido erradamente identificada, entre colecionadores nacionais, como Évora em vez de Talavera de la Reina, é também uma peça a destacar.

A numária nacional abre logo com dois explêndidos morabitinos de Sancho I, em excelente estado de conservação e de elevada raridade (n.º 49 e 50), ambos procedem da Coleção António Olmos (lotes 36 e 40, no leilão 42, organizado pela Numisma, em novembro de 1999); a barbuda de Lisboa (n.º 60), possivelmente única, que até "escapou" a Mário Gomes Marques na sua importante obra sobre a numária de D. Fernando, é uma peça de eleição que, julgo, aparece pela primeira vez reproduzida em fotografia; depois temos os atrativos e raros: cruzado com P gótico de Afonso V (n.º 81), 1/2 justo de João II (n.º 96), português (2º tipo com L-R) de João III (n.º 104), São Vicente (PO) de Sebastião I (n.º 114), 500 reais de Henrique I (n.º 120), isto é, um conjunto de peças "míticas" para os grandes colecionadores da numária portuguesa, muito difíceis de encontrar, sem esquecer também os raríssimos real de António I (n.º 121) e 2 cruzados de Filipe II (n.º 123).

Entre a amoedação da quarta dinastia encontramos a sempre  bem recheada (e procurada) numária joanina, com exemplares raros e em elevado estado de conservação, onde figuram: o dobrão de 1727 M (n.º 137), a dobra de 1733 M (n.º 144) ou o 1/2 dobrão de 1724 M (n.º 146). Depois temos o segundo exemplar conhecido do quartinho 1776 J de José I (n.º 194), a peça de 1815, c.s., de João, Príncipe Regente (n.º 206), quase à flor-de-cunho, as raras peças de 1819, c.i., e 1820 de João VI (n.º 214-5), a par com numismas que, não estando ao nível dos que acabamos de enumerar, apresentam em estado de conservação muito atrativo e de grande qualidade artística, como o cruzado novo 1707, de João V (n.º 176), o pataco 1826, de Pedro IV (n.º 231), os X réis 1831 de Maria II (n.º 235) e cruzado novo 1834, de Maria II (n.º 243), os 500 réis 1859, de Pedro V (n.º 261) ou, já da República, os 20 centavos de 1922 (n.º 294). Açores e Madeira também estão presentes com estimáveis moedas, como p. ex.: os XXXX réis de 1798, de Maria I (n.º 311), os 50 réis de 1833 e o "maluco" de 1829, ambos de Maria II (n.º 312-3), e, para a Madeira,  os raros V réis de 1850 (n.º 316).

Entre o numerário das antigas colónias, é incontornável a menção ao lote 264, a primeira nota de 10$000 réis de Angola do Banco Nacional Ultramarino, datada de 7 de julho de 1865, tratando-se de um exemplar único com grande significado histórico para Angola e Portugal; desta antiga colónia é ainda a moeda de 12 macutas de José I, 1762, muito procurada e rara.

Segue-se um apreciável número de moeda estrangeira (n.º 342-400), onde se destaca a representação do Brasil, Espanha, Estados Unidos da América e Reino Unido, com exemplares em ouro e prata. O leilão remata com um lindíssimo grupo de medalhas com exemplares excecionais, como a Medalha da Rosa, produzida em Praga, no decurso do século XVII, em memória da Infanta D. Leonor (n.º 402); entre as portuguesas, a nossa atenção vai para medalha dedicada ppela Academia das Ciências de Lisboa a Maria I, em 1793, representada nas versões de prata e cobre (n.º 407-8), e para a medalha da Conceição, em ouro, cunhada em 1946 (n.º 412), inspirada na histórica peça de prata cunhada por D. João IV.

Todas estas referências a alguns dos lotes presentes nesta venda pública tornam evidente a atenção que a empresa Numisma Leilões dá ao colecionismo, privilegiando todos colecionadores, mesmo os mais exigentes ou com mais ou menos disponibilidade financeira,  ao proporcionar a aquisição de exemplares criteriosamente selecionados, de grande qualidade e, como é comum dizer-se, para todas as bolsas. Está de parabéns a Numisma Leilões por mais esta iniciativa.

Rui Centeno

 


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26º leilão da NUMISMÁTICA LEILÕES, em 15 de fevereiro de 2018
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